Translate

domingo, 2 de novembro de 2025

☕🔥 REXX: A LINGUAGEM QUE ENSINOU O MAINFRAME A CONVERSAR COM HUMANOS 🔥☕

 


Bellacosa Mainframe apresenta principios basicos do REXX

☕🔥 REXX: A LINGUAGEM QUE ENSINOU O MAINFRAME A CONVERSAR COM HUMANOS 🔥☕

“Enquanto outras linguagens exigiam cerimônia… o REXX apenas dizia: SAY.”


Existe um momento na vida de todo profissional Mainframe em que ele percebe uma verdade perigosa:

O z/OS não foi feito apenas de COBOL, JCL e Assembler.

Existe uma camada invisível.
Uma camada que conecta operadores, analistas, sysprogs, automações, ISPF, TSO e ferramentas corporativas.

E essa camada atende por um nome lendário:

REXX.


☕ O DIA EM QUE O MAINFRAME GANHOU UMA VOZ

Imagine o cenário.

Década de 80.

O mundo do Mainframe era dominado por linguagens formais:

  • COBOL
  • PL/I
  • Assembler

Tudo extremamente poderoso.

Mas também:

  • rígido
  • verboso
  • burocrático

Então surge Mike Cowlishaw com uma ideia revolucionária:

“E se programar fosse simples?”

Nascia o:

REXX — Restructured Extended Executor

Uma linguagem feita para:

  • automação
  • scripts
  • produtividade
  • interação humana

E principalmente:

  • reduzir sofrimento operacional.

☕ O REXX NÃO QUERIA IMPRESSIONAR

O REXX não nasceu tentando parecer “acadêmico”.

Ele queria resolver problemas.

Enquanto outras linguagens diziam:

printf("Hello World");

O REXX dizia:

say 'Hello World'

Sem:

  • ponto e vírgula obrigatório
  • declaração
  • tipos
  • complexidade desnecessária

Quase como conversar com o sistema.


🔥 O DETALHE MAIS ABSURDO DO REXX

No REXX…

variáveis não precisam ser declaradas.

Você simplesmente escreve:

cliente = 'BELLACOSA'
idade = 25

E pronto.

Hoje isso parece comum.

Mas no Mainframe clássico isso era praticamente FEITIÇARIA.


☕ O MAINFRAME QUE PENSA EM TEXTO

COBOL pensa em:

  • campos
  • layouts
  • PICs

Assembler pensa em:

  • registradores
  • bytes

REXX pensa em:

  • TEXTO.

E isso muda tudo.


🔥 O SUPERPODER MAIS SUBESTIMADO DO REXX

PARSE

O comando PARSE talvez seja uma das coisas mais geniais já criadas no universo IBM.

Veja isso:

parse value 'JOAO 25 SAO_PAULO' with nome idade cidade

Resultado:

NOME   = JOAO
IDADE = 25
CIDADE = SAO_PAULO

Uma linha.

UMA.

Agora imagine fazer isso em:

  • COBOL
  • PL/I
  • Assembler

O programador provavelmente envelheceria 3 anos.


☕ EASTER EGG #1 — O REXX “LÊ MENTES”

Veja isso:

say saldo

Saída:

SALDO

Sim.

O REXX NÃO ABENDA.

Se a variável não existe:

  • ele devolve o próprio nome.

🔥 O BUG MAIS CLÁSSICO DO UNIVERSO REXX

total = 100
totla = 200

say total

Saída:

100

Porque:

  • TOTLA virou outra variável.

E assim nasceram milhares de horas de debugging no z/OS.


☕ A DEFESA DOS VETERANOS

Os antigos guerreiros do Mainframe aprenderam rapidamente:

signal on novalue

Agora qualquer variável inexistente gera tratamento controlado.

Exemplo:

signal on novalue

say saldo

exit

novalue:
say 'VARIAVEL NAO INICIALIZADA!'
exit

🔥 REXX E O PODER DO TSO

O REXX não vive sozinho.

Ele reina dentro do:

  • TSO
  • ISPF
  • SDSF
  • NetView
  • Tivoli
  • OPS/MVS

Na prática?

Muitos “produtos sofisticados” do Mainframe são enormes coleções de REXX escondidas atrás de painéis ISPF bonitos.


☕ EXECUÇÃO IMPLÍCITA — A MAGIA OCULTA

Você digita:

MEUREXX

E o sistema encontra o exec automaticamente.

Como?

Porque o TSO procura em:

  • SYSEXEC
  • SYSPROC

☕ EASTER EGG #2 — O “PENDRIVE” DO MAINFRAME

Existe um comando lendário:

ALTLIB

Ele permite trocar dinamicamente bibliotecas REXX.

Na prática:

ALTLIB ACT APPLICATION(EXEC)
DSNAME('USER.TEST.REXX')

É como dizer ao z/OS:

“Ignore temporariamente a biblioteca oficial e use ESTA aqui.”

Isso é MUITO usado por:

  • sysprogs
  • suporte
  • troubleshooting
  • desenvolvimento

🔥 CONCATENAÇÃO — ONDE OS INICIANTES CAEM

O REXX possui 3 concatenações.

Com espaço:

say 'MAINFRAME' 'REXX'

Saída:

MAINFRAME REXX

Com ||

say 'MAINFRAME'||'REXX'

Saída:

MAINFRAMEREXX

A MAIS PERIGOSA: ABUTTAL

var1 = 'MON'
var2 = 'DAY'

say var1var2

Saída:

VAR1VAR2

Sim.

O interpretador acha que:

  • VAR1VAR2 é uma variável nova.

E não:

  • VAR1 + VAR2.

☕ EASTER EGG #3 — O REXX QUASE TINHA IA NOS ANOS 80

Existe um comando chamado:

interpret

Exemplo:

instrucao = "say 'OLA MAINFRAME'"

interpret instrucao

O REXX EXECUTA TEXTO COMO CÓDIGO.

Isso é META-PROGRAMAÇÃO.

Décadas antes de virar moda.


🔥 O REXXTRY — O “CHATGPT” DO REXX ANTIGO

A IBM criou um exemplo lendário chamado:

REXXTRY

O usuário digita instruções.
O interpretador executa na hora.

Praticamente um:

  • shell interativo
  • laboratório REXX
  • mini terminal inteligente

Exemplo conceitual:

do forever
pull linha
interpret linha
end

Isso era ABSURDAMENTE avançado para a época.


☕ O REXX NÃO FOI FEITO PARA SUBSTITUIR COBOL

E isso é importante.

REXX complementa o ecossistema.


REGRA DE OURO DO MAINFRAME

TecnologiaEspecialidade
COBOLProcessamento massivo
JCLControle batch
AssemblerPerformance extrema
REXXAutomação inteligente

🔥 EXEMPLO PROFISSIONAL — MONITOR DE DATASETS

Aqui começa o verdadeiro poder do REXX.


EXEMPLO

/* MONITOR DE DATASET */

address tso

parse upper arg dsname

if dsname = '' then do
say 'USO: %MONDS dataset'
exit
end

"LISTDS '"dsname"'"

if rc = 0 then
say 'DATASET ENCONTRADO!'
else
say 'DATASET NAO EXISTE!'

☕ O QUE ACONTECE AQUI?

O REXX:

  • conversa com o TSO
  • executa comandos nativos
  • captura retorno
  • toma decisões

Tudo com poucas linhas.


🔥 REXX NO MUNDO REAL

Profissionais usam REXX para:

  • automação operacional
  • monitoramento
  • geração de relatórios
  • ISPF dialogs
  • manipulação de datasets
  • SDSF automation
  • parsing de logs
  • integração batch
  • utilitários z/OS

☕ O DETALHE QUE POUCOS PERCEBEM

O REXX foi criado antes de:

  • Python
  • Perl
  • PowerShell

Mas já fazia:

  • scripting dinâmico
  • parsing avançado
  • automação textual
  • metaprogramação
  • integração com SO

🔥 O REXX É A “COLA” DO MAINFRAME

Sem ele:

  • muitas automações desaparecem
  • painéis ISPF quebram
  • ferramentas administrativas param

O usuário nem percebe.

Mas o REXX está lá.

Silenciosamente sustentando o ecossistema.


☕ CONCLUSÃO — A LINGUAGEM QUE HUMANIZOU O z/OS

O REXX não foi criado para impressionar.

Foi criado para:

  • simplificar
  • automatizar
  • aproximar humanos do Mainframe

E talvez seja exatamente por isso que ele continua vivo.

Porque enquanto outras linguagens exigem:

  • sintaxe
  • estrutura
  • formalidade

O REXX apenas pergunta:

say 'O que voce quer fazer hoje?'

☕ Bellacosa Mainframe

“O COBOL processa o banco.
O JCL controla o job.
O Assembler domina a máquina.

Mas é o REXX que conversa com o Mainframe.”

 

“Gag Faces” ou “Cartoonish Deformation” (ギャグ顔, Gagao).

Bellacosa Mainframe entenda os gags faces dos animes

“Gag Faces” ou “Cartoonish Deformation” (ギャグ顔, Gagao).

 Esse recurso é super comum em animes e tem nome: “Gag Faces” ou “Cartoonish Deformation” (ギャグ顔, Gagao). É quando o estilo muda de bonito/detalhado para grotesco, tosco ou infantil em segundos, normalmente em cenas cômicas, irônicas ou de exagero emocional.


🎨 Por que isso acontece?

  1. Contraste emocional
    – A quebra visual aumenta o impacto da piada.
    – Se o anime tem arte séria, mudar para um desenho feio causa choque → risada imediata.

  2. Herança do manzai (humor japonês)
    – O Japão tem tradição de humor baseado em exagero e timing.
    – O rosto grotesco funciona como “punchline visual”.

  3. Expressividade barata e rápida
    – É mais fácil desenhar um rosto distorcido para expressar raiva, vergonha ou ironia do que redesenhar quadro a quadro em detalhe.

  4. Quebra da quarta parede
    – Muitas vezes, o personagem parece “ciente” de que está num anime e faz careta absurda para o público.


🤡 Exemplos clássicos

  • One Piece: Luffy e Usopp viram caricaturas hilárias em piadas.

  • Gintama: Campeão em mudar para rostos grotescos em piadas.

  • Naruto: Sakura faz “chibi rage face” quando bate em Naruto.

  • Konosuba: Aqua e Kazuma vivem virando rabiscos cômicos em ironias.


🔎 Curiosidade Bellacosa

  • Esse recurso é chamado em japonês de “super deformed” (SD) ou “chibi faces”, mas quando fica grotesco e feio demais, cai na categoria de “reaction face”.

  • É uma tradição herdada dos mangás de comédia dos anos 70/80 (Doraemon, Urusei Yatsura).


💡 Dica para padawans

➡️ Quando ver um rosto grotesco num anime sério, entenda como respiro cômico:

  • Serve para aliviar tensão, criar empatia e deixar a obra mais leve.

  • É também um “sinal” do autor: “não leve a cena tão a sério”.

sábado, 1 de novembro de 2025

☕ Bellacosa Mainframe Café — Edição Especial : “O Código da Desconfiança: a era dos antivax”

 


☕ Bellacosa Mainframe Café — Edição Especial

“O Código da Desconfiança: a era dos antivax”

Houve um tempo em que a seringa era símbolo de esperança.
Nos anos 60 e 70, o som metálico da colher no copo com a gotinha da Sabin trazia alívio.
Cada campanha de vacinação era quase um ritual cívico: famílias inteiras nas filas, crianças com o algodão no braço e o SUS — ainda jovem — transformando ciência em política pública.

Para quem viveu a era da pólio, da varíola e do sarampo descontrolado, vacina era sinônimo de futuro.
E, no entanto, meio século depois, surge uma pergunta inquietante:

Como chegamos ao ponto em que o medo da cura supera o medo da doença?


🧬 Da confiança na ciência à crise da verdade

Nos tempos de Pasteur e Salk, a ciência era quase mítica.
Os cientistas eram heróis discretos — o mundo via neles a promessa da salvação racional.
Mas o século XXI mudou o campo de batalha.

As redes sociais transformaram cada cidadão em emissor de opinião — e, junto com a democratização da voz, veio a erosão da autoridade.
Num mundo onde todos “sabem de tudo”, a ciência passou a ser percebida não como verdade, mas como mais uma narrativa.

O Facebook, o Twitter e o YouTube deram palco ao negacionismo — e os algoritmos, movidos por cliques e engajamento, alimentaram o medo, porque medo dá lucro.

Assim, o mesmo espaço que deveria ampliar o conhecimento, acabou criando microcosmos de crença, bolhas onde cada um fabrica sua própria realidade.


💉 O nascimento do movimento antivax moderno

O movimento antivacina não nasceu com a COVID-19.
Ele começou em 1998, com um artigo fraudulento de Andrew Wakefield, publicado na The Lancet, que associava a vacina tríplice (sarampo, caxumba, rubéola) ao autismo.
Mesmo após ser desmentido e cassado, o estrago já estava feito.

A internet, ainda em expansão, espalhou o boato com a força de um dogma.
E quando as redes sociais amadureceram, elas deram ao antivax algo que a ciência não oferece: comunidade, emoção e pertencimento.

O antivax não é só uma negação científica — é um ato identitário.
Em um mundo fragmentado e incerto, ele diz:

“Eu não confio em vocês. Eu escolho acreditar nos meus.”


🕸️ Da manipulação algorítmica ao caos informacional

O mesmo mecanismo que alimentou o Brexit e a manipulação eleitoral foi aplicado à saúde.
Perfis falsos, grupos segmentados e campanhas de desinformação foram usadas para minar a confiança pública nas instituições.

A Cambridge Analytica mostrou que emoções são previsíveis e manipuláveis.
E o antivax foi um campo fértil para isso: o medo de ser enganado, de ser controlado, de ser apenas um número.
O discurso “livre-se do sistema” tornou-se irresistível para quem já se sente esquecido por ele.

Assim, a vacina deixou de ser uma escolha médica e virou um manifesto político.
O que antes era questão de saúde pública virou identidade tribal.


⚖️ A lógica paradoxal do medo moderno

Há um paradoxo cruel no centro dessa história.
Nunca tivemos tanto acesso a informação, mas nunca fomos tão vulneráveis à mentira.
A ciência venceu doenças, mas não venceu o algoritmo.

A desinformação moderna é mais sofisticada que as antigas teorias conspiratórias — ela se disfarça de lucidez.
Frases como “pesquise por si mesmo” ou “não confie na mídia tradicional” soam emancipatórias, mas são iscas cognitivas: abrem portas para um labirinto de narrativas falsas cuidadosamente arquitetadas.

E o resultado?
Uma geração que desconfia da vacina, mas acredita no post do desconhecido no Telegram.


🧭 O que a história nos ensina

Se olharmos com olhos históricos, o movimento antivax é apenas a nova face do velho medo do desconhecido.
Quando Pasteur propôs vacinar com microrganismos atenuados, foi chamado de louco.
Quando Edward Jenner aplicou a vacina da varíola, houve revoltas nas ruas de Londres.

A diferença é que, antes, a ignorância era coletiva e superada pela confiança social.
Hoje, a ignorância é personalizada, amplificada por algoritmos e vendida como liberdade.


🔮 A alma que habita o código (parte II)

A inteligência artificial e os algoritmos que moldam o mundo digital não são neutros.
Eles aprendem com nossos padrões, nossos medos e nossos ódios.
E o antivax é um retrato dessa simbiose perversa: a tecnologia reproduz a ansiedade humana, e a ansiedade humana alimenta a tecnologia.

A IA que poderia identificar fake news, detectar pandemias e salvar vidas,
também pode, se mal direcionada, espalhar dúvida com eficiência industrial.

Por isso, o desafio não é mais ensinar máquinas a pensar —
é ensinar humanos a discernir.


☕ Epílogo: Entre a seringa e o código

O século XXI não é o que imaginávamos — mas talvez ainda possa ser.
As vacinas, como os algoritmos, são instrumentos: podem curar ou ferir, dependendo de quem as guia e de como as entendemos.

A verdadeira cura não virá da tecnologia, mas da reconciliação entre razão e empatia.
Enquanto o medo for mais viral que a verdade, a humanidade continuará adoecendo — mesmo conectada.

Mas há esperança: cada vez que um professor explica ciência, cada vez que um programador escreve código ético, cada vez que um cidadão questiona com responsabilidade — a alma humana resiste.

E talvez, um dia, consigamos voltar àquela simplicidade perdida —
quando uma gotinha no copo significava fé no futuro.

XML com indexação do Site - Teste



 



https://eljefemidnightlunch.blogspot.com/ 2025-11-01

Teste de indexação

El Jefe Midnight Lunch


https://eljefemidnightlunch.blogspot.com


https://eljefemidnightlunch.blogspot.com


https://eljefemidnightlunch.blogspot.com


https://eljefemidnightlunch.blogspot.com


https://eljefemidnightlunch.blogspot.com

1

https://eljefemidnightlunch.blogspot.com/atom.xml?redirect=false&start-index=1&max-results=500


https://eljefemidnightlunch.blogspot.com/atom.xml?redirect=false&start-index=501&max-results=500


https://eljefemidnightlunch.blogspot.com/atom.xml?redirect=false&start-index=1001&max-results=500


https://eljefemidnightlunch.blogspot.com/atom.xml?redirect=false&start-index=1501&max-results=500



🚀☕ REXX: O “Python do Mainframe” QUE JÁ EXISTIA QUANDO A INTERNET AINDA ENGATINHAVA ☕🚀


Bellacosa Mainframe apresenta o REXX

🚀☕ REXX: O “Python do Mainframe” QUE JÁ EXISTIA QUANDO A INTERNET AINDA ENGATINHAVA ☕🚀

A linguagem lendária da IBM que transformou operadores em programadores e virou o canivete suíço do z/OS

“Enquanto muita gente hoje descobre automação com Python… o mainframe já fazia isso elegantemente com REXX há mais de 40 anos.” 😎


📜 O NASCIMENTO DE UMA LENDA

Final dos anos 70.

Mainframes dominavam o planeta corporativo:

  • bancos
  • governos
  • seguradoras
  • bolsas de valores
  • telecomunicações

Mas existia um problema gigantesco.

Programar era:

  • complexo
  • burocrático
  • lento
  • doloroso

COBOL era poderoso…
Assembler era monstruoso…
CLIST era limitado…

Foi então que surgiu:

⚡ REXX ⚡

Criado por Mike Cowlishaw nos laboratórios IBM Hursley, o REXX nasceu com uma missão quase revolucionária:

“Tornar a programação humana novamente.”

E conseguiu.


🤯 O QUE TORNAVA O REXX DIFERENTE?

Naquela época, linguagens queriam que:

  • humanos pensassem como máquinas.

O REXX fez o contrário:

  • fez a máquina entender humanos.

Resultado?

Uma linguagem:

  • limpa
  • natural
  • flexível
  • extremamente poderosa

😲 O REXX NÃO QUER SABER DE BUROCRACIA

Enquanto COBOL exigia:

01 WS-NOME      PIC X(20).
01 WS-IDADE PIC 9(03).
01 WS-SALARIO PIC 9(05)V99.

o REXX simplesmente dizia:

nome = "VAGNER"
idade = 40
salario = 99999

Pronto.
Acabou.
Sem WORKING-STORAGE.
Sem DATA DIVISION.
Sem sofrimento existencial. 😂


☕ O OPERADOR VIROU PROGRAMADOR

Aqui está uma das maiores revoluções silenciosas do mainframe.

Antes do REXX:

  • automação era território dos desenvolvedores hardcore.

Depois do REXX:

  • operadores
  • analistas
  • sysprogs
  • suporte
  • administradores

começaram a automatizar tudo.

O REXX democratizou o poder do z/OS.


🧠 O PARSE: A ARMA SECRETA DO REXX

O PARSE do REXX é quase magia negra corporativa.

Imagine receber uma linha:

USER01 PROD 1500

E transformar isso em variáveis automaticamente:

linha = "USER01 PROD 1500"

parse var linha usuario ambiente saldo

say usuario
say ambiente
say saldo

Saída:

USER01
PROD
1500

Sem SPLIT.
Sem REGEX.
Sem trauma psicológico.


🔥 REXX NO MUNDO REAL

O REXX virou a “cola universal” do z/OS.

Ele conversa com:

  • TSO
  • ISPF
  • SDSF
  • JES2
  • DB2
  • IMS
  • NetView
  • QMF

É praticamente o “multiverso da automação mainframe”.


💣 EXEMPLO REAL — GERANDO JCL AUTOMATICAMENTE

Imagine criar 100 steps manualmente…

Agora veja o REXX humilhando a tarefa:

do i = 1 to 100
say "//STEP"i "EXEC PGM=IEFBR14"
end

Boom. 💥

100 steps gerados em segundos.


😎 O REXX NÃO LIGA PARA INDENTAÇÃO

Python:

if x > 10:
print("OK")

Errou espaço?
💀 morreu.

REXX:

if x > 10 then
say "OK"

ou:

if x > 10 then
say "OK"

ou até:

IF X > 10 THEN SAY "OK"

O REXX olha pra isso e fala:

“Relaxa. Eu entendi.” 😎


👴 O SYSOP VETERANO E O REXX

Todo ambiente z/OS tem aquele sysprog lendário que:

  • sabe JES2 de cabeça
  • conversa com dumps
  • domou CICS em produção
  • tem um PDS de REXX desde 1994

E normalmente existe um dataset misterioso chamado:

SYS1.REXX.CNTL

que ninguém ousa apagar. 😂

Porque:

  • metade da automação crítica mora lá.

🧪 EXEMPLO — CONSULTANDO DATASETS

say "Digite o dataset"

pull dsn

"LISTDS '"dsn"'"

say "Consulta finalizada"

Simples.
Humano.
Objetivo.


🚀 O REXX ERA “SCRIPTING MODERNO” ANTES DO SCRIPTING MODERNO

Muita coisa atribuída hoje ao Python já existia no REXX:

  • interpretado
  • shell scripting
  • tipagem dinâmica
  • automação
  • REPL interativo
  • parsing poderoso

O REXX estava décadas à frente.


👀 EASTER EGG MAINFRAME #1

Veteranos sabem…

Existe uma entidade ancestral chamada:

IRXJCL

Quando alguém descobre isso pela primeira vez:

  • automaticamente ganha +10 em automação. 😆

🔥 EXEMPLO — REXX EXECUTANDO COMANDOS TSO

address tso

"ALLOC FI(TESTE) DA('USER.TEST') SHR"

say "Dataset alocado!"

Aqui o REXX vira praticamente:

  • operador
  • console
  • automação
  • shell scripting

tudo ao mesmo tempo.


🤯 O REXX CONSEGUE “CONVERSAR” COM O SISTEMA

E isso muda tudo.

Você pode:

  • emitir comandos
  • ler retorno
  • analisar mensagens
  • tomar decisões
  • automatizar operações

Exemplo:

address tso "LISTCAT ENT(USER.TEST)"

if rc = 0 then
say "Dataset existe"
else
say "Dataset não encontrado"

REXX + RC = automação operacional absurda.


👀 EASTER EGG MAINFRAME #2

Se um REXX começa com:

/* REXX */

veteranos imediatamente sentem cheiro de:

  • ISPF macro
  • automação antiga
  • script crítico
  • possível perigo operacional 😂

☠️ O BUG MAIS CLÁSSICO DO REXX

Como variáveis não precisam ser declaradas…

isso aqui:

total = 100
totla = total + 1

cria:

  • TOTAL
  • TOTLA

automaticamente.

E o programador passa:

  • 4 horas
  • 3 cafés
  • 2 crises existenciais

tentando descobrir o erro.


🛡️ O ANTÍDOTO SAGRADO

Veteranos usam:

signal on novalue

Isso faz o REXX reclamar de variáveis inexistentes.

Quase um:

“modo anti-digitador cansado”.


💾 O REXX VIROU A ALMA DO ISPF

Muita gente não percebe…

Mas inúmeras ferramentas ISPF:

  • painéis
  • macros
  • diálogos
  • automações

dependem fortemente de REXX.

Sem REXX:

  • muita produtividade do z/OS evaporaria.

🎮 EASTER EGG MAINFRAME #3

Existe um momento mágico na vida do mainframeiro…

Quando ele cria seu primeiro:

ISREDIT MACRO

E percebe que pode controlar o editor inteiro.

Nesse instante:

  • o usuário evolui para forma final. 😂

🚨 O REXX NO MUNDO CORPORATIVO

Grandes bancos usam REXX para:

  • automação batch
  • validação operacional
  • geração de JCL
  • monitoramento
  • administração TSO
  • integração de ferramentas

E muitos ambientes ainda possuem:

  • milhares de execs ativos.

🧠 O VERDADEIRO SEGREDO DO REXX

Não é apenas a sintaxe.

É a produtividade.

Você escreve pouco…
e resolve MUITO.


⚡ MINI LAB — REXX “HELLO MAINFRAME”

/* HELLO */

say "=== BELLACOSA MAINFRAME ==="
say "Digite seu nome:"

pull nome

say "Bem-vindo ao universo REXX," nome

say "Hoje você desbloqueou"
say "o canivete suíço do z/OS 😎"

exit 0

☕ CONCLUSÃO

O REXX não é apenas:

  • uma linguagem antiga.

Ele é:

  • um pedaço vivo da história da computação corporativa.

Uma linguagem:

  • elegante
  • poderosa
  • extremamente humana

que continua relevante porque resolve problemas reais.

Enquanto muita tecnologia moderna nasce e desaparece…

o REXX continua firme no coração do mainframe.

Porque no fim das contas:

produtividade nunca sai de moda. 😎☕


🎭 Gag Faces no Anime: quando o traço fica grotesco (e genial)



Se você já viu algum anime e de repente o traço bonito, cheio de detalhes e expressões realistas se transforma em algo grotesco, rabiscado e até feio, não se assuste: você acabou de presenciar um clássico Gag Face (ギャグ顔, Gagao).

Essa mudança de estilo é tão comum na cultura otaku quanto o ramen no Ichiraku do Naruto. Mas afinal, por que isso acontece? E qual o sentido de “estragar” um desenho caprichado com uma careta ridícula?


📌 O que são Gag Faces?



São deformações cômicas e exageradas usadas para transmitir emoções em modo rápido e eficiente.
Ao invés de mostrar uma expressão normal de raiva, vergonha ou choque, o estúdio distorce o rosto do personagem até o limite — olhos saltados, boca gigante, traços simplificados ou grotescos.

É a versão animada daquelas caricaturas de jornal: mais impacto, menos realismo.


🎨 A função narrativa

  1. Contraste e surpresa – Quanto mais sério o estilo normal, maior o choque quando vira rabisco feio. Isso arranca risada.

  2. Alívio cômico – Serve para quebrar a tensão em histórias pesadas.

  3. Exagero emocional – Personagem com raiva? Não basta franzir a sobrancelha: ele vira um monstro de olhos vermelhos e dentes pontudos.

  4. Herança cultural – Vem do humor japonês (manzai) e dos mangás cômicos dos anos 70/80, como Doraemon e Urusei Yatsura.


🤡 Exemplos clássicos

  • One Piece – Luffy e Usopp têm alguns dos gag faces mais lendários.

  • Gintama – O anime praticamente respira gag faces, usando grotesco como arma cômica.

  • Naruto – Sakura “modo rage chibi” é clássico.

  • Konosuba – Aqua e Kazuma vivem sendo desenhados como rabiscos quando discutem.


🔎 Curiosidades Bellacosa

  • No Ocidente, se chama “cartoonish deformation” ou simplesmente reaction face.

  • Em japonês, também se associa ao termo super deformed (SD) ou chibi, mas gag face vai além: é propositalmente feio.

  • Animadores usam como atalho econômico: é mais rápido animar 3 frames grotescos do que 20 realistas para a mesma piada.


💡 Dica de leitura da cena

➡️ Se você ver gag face em um anime:

  • Entenda como o autor dizendo: “Ei, relaxa, essa cena é zoeira”.

  • É o equivalente ao “riso de fundo” nas sitcoms.

  • Quanto mais grotesco, maior a ironia ou o exagero da situação.


☕ Conclusão Bellacosa

Gag Faces não “estragam” a arte: eles enriquecem a narrativa visual.
São parte do DNA do anime e mostram como a cultura japonesa sabe usar o contraste entre belo e feio, sério e ridículo para amplificar emoção.

Na próxima vez que rir de um rosto tosco em tela, lembre: isso também é técnica, também é arte — só que com cara de meme.


sexta-feira, 31 de outubro de 2025

👱🚽 A Loira do Banheiro Apareceu!

 

Bellacosa Mainframe e a loira do banheiro

👱🚽 A Loira do Banheiro Apareceu!

Crônicas do Pequeno Vagner

Todo mundo tem histórias de fantasmas.

Tem o tio que viu um vulto.

Tem a prima da vizinha que jurava conversar com espíritos.

Tem o amigo do amigo que viu um disco voador.

Mas a história que vou contar hoje tem uma diferença.

Eu estava lá.

Não ouvi dizer.

Não foi alguém que contou para alguém que contou para alguém.

Eu vi o caos acontecer.

Estamos em 1986.

Escola Estadual Amador Bueno da Veiga.

Parque Sabará.

Taubaté.

Sexta série A.

Período da manhã.

Era um daqueles dias completamente comuns.

Aula normal.

Professor explicando matéria.

Alunos alternando entre prestar atenção e sonhar acordados.

Nada indicava que aquele seria um dos acontecimentos mais comentados do ano letivo.

Até que, de repente...

Um grito.

Depois outro.

E mais outro.

Uma gritaria desesperada tomou conta da escola.

A aula parou imediatamente.

Alunos levantaram.

Professores saíram para o corredor.

Todo mundo tentando entender o que estava acontecendo.

O epicentro da confusão vinha da região dos banheiros próximos ao pátio das merendas.

Corremos para ver.

Porque criança e adolescente possuem um instinto natural.

Onde existe confusão, existe plateia.

E lá fomos nós.

Ao chegar perto da movimentação, encontramos uma cena impressionante.

Uma aluna estava completamente desesperada.

Chorava.

Tremia.

Mal conseguia falar.

A inspetora tentava acalmá-la.

As serventes cercavam a garota.

Professores faziam perguntas.

Outros alunos observavam boquiabertos.

E entre lágrimas e soluços ela repetia a mesma frase:

— Eu vi!

— Eu vi!

— A Loira do Banheiro apareceu para mim!

Pronto.

O caos estava oficialmente instalado.

Hoje, quase quarenta anos depois, continuo sem saber o que realmente aconteceu.

Não sei se a garota teve uma alucinação.

Não sei se alguém fez uma brincadeira.

Não sei se ela interpretou alguma sombra de forma errada.

E também não sei se ela acreditava sinceramente no que dizia.

Mas existe uma coisa que nunca esqueci.

O estado em que ela estava.

Aquilo não parecia teatro.

Não parecia encenação.

Ela estava genuinamente apavorada.

E isso foi suficiente para transformar uma velha lenda urbana em um problema real.

Nos dias seguintes a história explodiu.

Cada turma tinha sua versão.

Cada corredor produzia uma teoria diferente.

Cada recreio acrescentava novos detalhes.

Em poucos dias a Loira do Banheiro já possuía aparência, roupa, horário de aparição, local favorito e até comportamento definido.

A lenda ganhou vida própria.

Chegou ao ponto de haver reuniões com pais.

Conversas com orientadores.

Comentários entre professores.

A garota acabou sendo encaminhada para acompanhamento psicológico.

Enquanto isso, nós, os alunos, fazíamos o que adolescentes fazem melhor:

Espalhávamos ainda mais a história.

O resultado foi imediato.

Ninguém mais queria ir sozinho ao banheiro.

Especialmente nos horários mais vazios.

Formavam-se verdadeiras expedições.

Três.

Quatro.

Cinco alunos juntos.

Como se estivéssemos entrando numa dungeon infestada de monstros.

A coragem individual desapareceu.

A coragem coletiva floresceu.

E assim sobrevivemos.

Mas aquele ano já era complicado por outros motivos.

A direção enfrentava outro problema crescente.

O famoso "cheirinho da loló".

Para quem não viveu aquela época, era uma espécie de lança-perfume artesanal.

Produzido clandestinamente.

Distribuído em pequenos frascos.

Muitas vezes escondido dentro dos famosos bonequinhos agarradinhos que faziam sucesso entre os estudantes.

Enquanto a Loira do Banheiro aterrorizava os corredores...

A diretora travava uma guerra em múltiplas frentes.

Fantasmas de um lado.

Arteiros do outro.

E centenas de adolescentes hiperativos no meio do caminho.

Hoje, olhando para trás, penso que talvez a verdadeira heroína daquela história fosse a diretora.

Porque administrar uma escola cheia de adolescentes já é difícil.

Administrar uma escola cheia de adolescentes convencidos de que uma assombração apareceu no banheiro é praticamente trabalho para super-herói.

Se a Loira do Banheiro realmente existia?

Não faço ideia.

Mas uma coisa eu posso afirmar.

Naquele dia de 1986, uma garota acreditou que viu algo.

E sua reação foi tão verdadeira que acabou alimentando uma das maiores ondas de pânico escolar que testemunhei na juventude.

Quase quarenta anos depois, ainda consigo ouvir os gritos ecoando pelo corredor.

E ainda me pergunto:

O que aquela menina viu naquele banheiro?

Talvez nunca saibamos.

Mas a lenda ganhou mais um capítulo naquele dia.

E suspeito que, em algum canto da memória coletiva da Amador Bueno da Veiga, a Loira do Banheiro ainda continua morando por lá.


Vagner Renato Bellacosa, IBM Champion e especialista em IBM Mainframe
IBM Z17 SYSTEM ONLINE
Sobre o autor

Vagner Renato Bellacosa

IBM Champion 2026 • Especialista em IBM Mainframe

Vagner Renato Bellacosa trabalha com IBM Mainframe desde 1988 , é IBM Champion e especialista em COBOL, CICS, Db2, z/OS e IBM Z. Compartilha experiências profissionais, conhecimento técnico, história da computação e práticas do universo mainframe para aproximar novas gerações das tecnologias que sustentam empresas, bancos e governos ao redor do mundo.

IBM Champion IBM Z COBOL CICS Db2 z/OS Mainframe desde 1988
GitHub LinkedIn
Inicializando conteúdo...