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segunda-feira, 27 de junho de 2016

Trenzinho no shopping Iguatemi de Jundiai

Bellacosa Mainframe e o formiga fazendo seu primeiro filme 

Trenzinho no shopping Iguatemi de Jundiai

O Formiga era quase um mini eu.

E talvez uma das coisas mais divertidas daquela época fosse justamente observá-lo me imitando. Ele prestava atenção nas coisas que eu fazia, repetia meus gestos, minhas brincadeiras e até aquela mania de querer registrar nossas aventuras. Naquele dia, durante mais um passeio pelo então Shopping Iguatemi de Jundiaí, chegou a vez dele assumir a câmera.

O Formiga estava fazendo seu primeiro filme!

Embarcou no pequeno trenzinho que circulava por uma divertida fazendinha cenográfica, passando por animais, uma ponte de ferro e até um daqueles clássicos moinhos de vento americanos. E lá foi ele, câmera na mão, registrando o mundo a partir de sua própria perspectiva.

Era impossível não me divertir vendo aquele pequeno cinegrafista trabalhando.

Passear pelo shopping de Jundiaí naquela época sempre reservava alguma aventura. Às vezes encontrávamos exposições e atrações temporárias; em outras ocasiões, aparecia um trenzinho como aquele. Mas havia também um destino praticamente obrigatório: a lendária casa de jogos.




Arcades piscando, pinballs, máquinas eletrônicas e aquelas maravilhosas engenhocas que entregavam tickets conforme conseguíamos fazer pontos. Jogávamos, acumulávamos uma montanha de papelzinhos e depois vinha a importantíssima missão de escolher no balcão algum prêmio absolutamente fantástico — que normalmente era uma bela quinquilharia. 😄

Mas quem se importava?

O verdadeiro prêmio estava em jogar juntos.


Depois de tanta atividade, ainda havia espaço para passar no McDonald's, fazer um lanche e recuperar as energias antes de continuar o passeio.

E o Formiga?

O garoto se acabava!

Corria, jogava, filmava, brincava e aproveitava cada minuto.

Hoje, olhando novamente para aquele pequeno vídeo de 2016, percebo que a câmera registrou muito mais do que uma simples volta de trenzinho.

Registrou uma época.

E, principalmente, aquele delicioso período em que eu olhava para o Formiga e encontrava, diante de mim, um pequeno reflexo das minhas próprias aventuras.


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O formiga faz seu primeiro filme.


Neste passeio ate o shopping Iguatemi, o formiga fez sua primeira filmagem, a bordo do trenzinho divertido da fazenda.



Ele filmou o cenário, enquanto o trenzinho dava suas voltas. prestou bem atenção nos detalhes todos.

Realmente este centro comercial tem investido bem em atraçoes,  cada visita uma surpresa. Vejam esta pequena fazenda, tem animais espalhados pelo cenário, ponte de ferro, moinho de vento americano.

domingo, 26 de junho de 2016

Uma bolinha de pelo timida

Bellacosa Mainframe e uma doce bolinha de pelo timida dormindo no sofa

🐶 Uma Bolinha de Pelo Tímida

Quando tudo o que você quer depois da festa é um sofá e um pouco de sossego

Era junho de 2016, em Sorocaba, e a festa já tinha deixado suas marcas. Gente andando de um lado para outro, conversas, risadas, movimento e aquela agitação que parece não incomodar ninguém — exceto quem tem quatro patas, muito pelo e um enorme desejo de tirar uma soneca.

No meio de tudo isso estava nossa pequena bolinha de pelo.

Depois de acompanhar toda aquela movimentação, o cachorrinho finalmente encontrou aquilo que provavelmente considerava o melhor lugar do mundo naquele momento: o sofá.

Missão cumprida.

Ou quase.

Porque apareceu uma câmera.

🐶 “Sério? Agora?”



A pequena criatura, que aparentemente não tinha qualquer interesse em iniciar uma carreira cinematográfica, tentou escapar discretamente das filmagens. Nada de poses, performances ou entusiasmo diante das lentes. Seu plano parecia muito mais simples: encontrar um cantinho confortável, enrolar-se e descansar.

Mas quem consegue resistir por muito tempo quando começam os carinhos?

Pouco a pouco, a timidez foi dando lugar à confiança. A tentativa de fuga perdeu importância e aquela bolinha de pelo acabou aceitando a atenção.

Talvez até tenha gostado.

É justamente por isso que pequenos vídeos como este ficam tão interessantes quando revisitados anos depois.

Naquele momento era apenas um cachorrinho cansado depois de uma festa.

Hoje é uma pequena cápsula do tempo.

Um pedacinho de uma tarde de 2016 que permaneceu guardado enquanto os anos passaram, as câmeras mudaram, os computadores ficaram mais rápidos e nossas vidas seguiram adiante.

E lá continua ele.

Tímido.

Peludo.

Tentando escapar da câmera.

Até descobrir que, às vezes, ser encontrado significa ganhar carinho.

Sorocaba, junho de 2016.

🐾 E aparentemente algumas coisas importantes da vida continuam muito simples: um sofá confortável, alguém por perto e um bom cafuné.




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Este cachorrinho é uma graça.


Final de festa e o caozinho esta cansado de tanta bagunça, nada como relaxar no sofa, mas como sempre aparece o chato da camera.



O pobrezinho quer fugir,  mas nao tem jeito foi apanhado e então vamos participar da farra...  claro q ele adora um carinho e fica todo derretido com o carinho.

domingo, 19 de junho de 2016

SP 70 e seu longo tunel

Bellacosa Mainframe e os tuneis da Carvalho Pinto

Um Café no Bellacosa Mainframe

🚗 SP-070 e seu longo túnel — Do Fusquinha Vermelho ao Pretinho

Uma viagem pela Carvalho Pinto, os túneis rumo ao Vale do Paraíba, o Pretinho da Juliana e uma buzina que, décadas antes, transformava o Fusquinha vermelho do meu pai numa pequena locomotiva dentro da montanha.

Quando publiquei este pequeno vídeo em 2016, escrevi poucas linhas.

Era apenas mais um daqueles fragmentos de viagem que eu gostava — e continuo gostando — de guardar.

Estávamos percorrendo a SP-070, Rodovia Governador Carvalho Pinto, seguindo em direção ao Vale do Paraíba. No volante estava Juliana e conosco estava seu famoso Pretinho, o Ford New Fiesta 2013 que durante anos nos levou para mil e uma aventuras.

Naquele momento, entretanto, minha preocupação cinematográfica era bastante simples:

Quero gravar o barulho do motor dentro do túnel.

Naturalmente, o vento resolveu participar da produção e praticamente destruiu minha sofisticadíssima engenharia de áudio.

😂

Mas hoje, dez anos depois daquela publicação, percebo que existe muito mais dentro desse pequeno vídeo.

Porque atravessar aqueles túneis também significa atravessar várias décadas das minhas próprias memórias.


🛣️ Antes da Carvalho Pinto existia outro Vale do Paraíba

Para minhas memórias pessoais, a SP-070 é uma estrada relativamente nova.

Quando eu era garoto, durante os anos 1970 e 1980, viajar para o Vale do Paraíba significava conhecer outro mapa rodoviário.

Íamos visitar meus tios Santiago e Deise e meus primos Andreia e Marcelo.

E havia basicamente dois mundos possíveis.

Um deles era a famosa — e naquela época bastante temida — Via Dutra.

O outro era formado pelas estradas antigas que atravessavam as cidades do Vale.

Entre elas estava a SP-066, uma daquelas rotas que faziam a viagem parecer muito menos uma ligação entre dois pontos e muito mais uma sucessão de pequenas descobertas.

Cidade.

Estrada.

Outra cidade.

Curva.

Comércio.

Posto.

Igreja.

Casas.

Mais estrada.

Hoje entramos numa rodovia expressa e pensamos principalmente no destino.

Naquelas viagens, entretanto, a própria estrada fazia parte da aventura.



🚗 E naturalmente havia o Fusquinha vermelho

Quem acompanha estas histórias já conhece outro personagem recorrente do Bellacosa Mainframe.

O velho Fusquinha vermelho do meu pai.

Aquele Volkswagen não era apenas um automóvel.

Era praticamente nosso módulo de transporte familiar.

E meu pai possuía alguns algoritmos próprios de economia de combustível.

Um deles provavelmente faria qualquer instrutor moderno de direção defensiva arrancar os poucos cabelos restantes da cabeça:

nas descidas, colocava o Fusquinha na banguela.

😱

O motor diminuía o giro.

O carro descia embalado.

E dentro daquele Fusquinha estava uma família inteira acreditando que aquilo fazia parte da mais avançada tecnologia automobilística disponível.

Era outra época.


📯 Então aparecia um túnel

E túnel possuía uma regra.

Não uma regra escrita.

Muito menos uma regra do Código de Trânsito.

Era uma espécie de protocolo distribuído entre motoristas brasileiros:

ENTROU NO TÚNEL?

BUZINA!

Meu pai afundava o dedo na buzina.

FÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓM!

O som batia nas paredes.

Voltava.

Multiplicava-se.

E imediatamente outros motoristas percebiam o chamado.

FÓÓÓM!

FOM-FOM!

FÓÓÓÓÓÓÓÓM!

Em poucos segundos o túnel inteiro transformava-se numa sinfonia absolutamente caótica de buzinas.

Ninguém havia combinado nada.

Não existia WhatsApp.

Não existia grupo de motoristas.

Não havia aplicativo.

Bastava alguém buzinar.

Outro respondia.

Depois outro.

Era praticamente um protocolo de comunicação veicular analógico.

TCP/IP?

Nada disso.

TÚNEL/IP.

🤣



🔊 O túnel era nosso amplificador

Para uma criança aquilo era fantástico.

A buzina que normalmente produzia um som relativamente banal de repente parecia gigantesca.

O túnel funcionava como uma enorme caixa acústica.

O som refletia nas paredes, no teto e no pavimento e retornava aos nossos ouvidos.

Talvez ninguém dentro daqueles carros estivesse pensando em acústica, reflexão de ondas ou reverberação.

Nós simplesmente sabíamos uma coisa:

dentro do túnel a buzina ficava muito mais legal.

E isso bastava.



🛣️ Então chegou a Carvalho Pinto

Décadas depois, o mapa mudou.

Durante os anos 1990 surgiu a Rodovia Governador Carvalho Pinto.

Uma estrada moderna, larga, planejada como via expressa e conectada à Ayrton Senna, antigamente conhecida como Rodovia dos Trabalhadores, mas após o acidente com nosso querido piloto de Formula 1 foi rebatizada.

Para quem havia conhecido as antigas viagens pelo Vale do Paraíba, aquilo representava uma transformação gigantesca.

A Carvalho Pinto criou uma nova alternativa à congestionada Via Dutra.

De repente o Vale parecia diferente.

São José dos Campos.

Taubaté.

Quiririm.

E, seguindo adiante, nosso destino naquela aventura:

🏔️ Campos do Jordão.

Mas existe uma coisa curiosa sobre estradas.

Podemos construir novas pistas.

Novos viadutos.

Novos túneis.

Novos sistemas de segurança.

Mas não conseguimos construir uma estrada sem que nossas antigas estradas apareçam dentro dela.


🚘 Agora quem dirigia era Juliana

E chegamos novamente ao pequeno vídeo de 2016.

Desta vez não havia Fusquinha vermelho.

Havia o Pretinho.

O Ford New Fiesta 2013 da Juliana.

E quem estava ao volante também não era meu pai.

Era ela.

O Pretinho acabou tornando-se outro personagem das nossas histórias.

Campos do Jordão.

Taubaté.

Quiririm.

Piracicaba.

Passeios.

Estradas.

Finais de semana.

Pequenas viagens que talvez naquele momento parecessem absolutamente comuns, mas que hoje constituem uma espécie de arquivo distribuído das nossas vidas.

E naquele dia estávamos novamente entrando em um túnel.


🎥 “Vou gravar o ronco do motor!”

Minha ideia parecia excelente.

O carro entra no túnel.

O motor produz aquele ronco.

As paredes refletem o som.

Bellacosa registra tudo para a posteridade.

Hollywood poderia começar a ficar preocupada.

Só havia um pequeno problema.

O vento.

😂

O microfone da câmera captou muito mais vento do que motor.

Minha sofisticada produção audiovisual transformou-se praticamente num teste aerodinâmico.

Mas o vídeo permaneceu.

E ainda bem.

Porque dez anos depois percebo que o verdadeiro áudio daquela gravação não estava no microfone.

Estava na minha memória.


📯 Faltava uma buzina

Ao atravessar aquele túnel moderno da Carvalho Pinto, alguma parte do cérebro inevitavelmente voltava para décadas antes.

Para o Fusquinha vermelho.

Para meu pai.

Para aquelas viagens familiares.

E principalmente para aquela mão descendo sobre a buzina.

FÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓM!

Hoje aquele comportamento não combina exatamente com as regras modernas de trânsito.

O Código de Trânsito permite essencialmente o toque breve da buzina como advertência. Usá-la prolongada e sucessivamente simplesmente para produzir uma sinfonia dentro do túnel pode resultar em infração.

Portanto:

crianças, não reproduzam o experimento do velho Bellacosa. 😂

Mas existe uma diferença importante entre repetir uma prática antiga e preservar sua memória.

E aquela memória merece continuar existindo.


🕰️ Duas estradas, dois carros, duas épocas

Talvez seja isso que mais me fascine neste pequeno vídeo.

Na superfície temos simplesmente:

um Ford entrando num túnel.

Mas quando faço um DISPLAY MEMORY, aparece outra coisa.

Anos 1970/80

🚗 Fusquinha vermelho
👨 Meu pai dirigindo
🛣️ Dutra e velhas estradas do Vale
📯 Buzina dentro do túnel
👨‍👩‍👧‍👦 Família viajando

Depois:

2016

🚘 Ford New Fiesta 2013 — o Pretinho
👩 Juliana dirigindo
🛣️ Carvalho Pinto
🏔️ Destino: Campos do Jordão
📍 Taubaté e Quiririm pelo caminho
🎥 Bellacosa tentando gravar o ronco do motor

Os equipamentos mudaram.

As estradas mudaram.

Os carros mudaram.

Os motoristas mudaram.

Mas existe uma linha invisível ligando as duas viagens.


💾 Talvez seja para isso que servem esses pequenos vídeos

Quando gravei aquilo, certamente não estava pensando:

“Estou produzindo um documento histórico para meu eu do futuro.”

Eu estava apenas filmando uma viagem.

Mas talvez seja justamente assim que construímos nossos arquivos mais importantes.

Sem perceber.

Uma fotografia.

Trinta segundos de vídeo.

Um carro passando.

Uma pessoa rindo.

Uma estrada.

Um túnel.

Naquele momento parece banal.

Dez anos depois é memória.

Trinta anos depois talvez seja história.


🥚 Easter egg — o verdadeiro túnel não estava na Carvalho Pinto

Talvez exista ainda outro túnel escondido nesta história.

Não aquele feito de concreto atravessando uma montanha.

Mas aquele existente dentro da memória.

Em 2016, o Pretinho entrou no túnel da Carvalho Pinto.

Por alguns segundos tudo ficou escuro.

Depois apareceu novamente a luz na saída.

Mas dentro da minha cabeça outro veículo entrou junto.

Um pequeno Fusquinha vermelho.

Meu pai estava ao volante.

Nós estávamos novamente indo visitar Santiago, Deise, Andreia e Marcelo.

E justamente quando os dois carros — separados por décadas — pareciam ocupar o mesmo túnel...

meu pai colocou o dedo na buzina.

FÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓM!

Talvez o eco que eu estivesse tentando gravar em 2016 já estivesse reverberando havia quarenta anos.

Bellacosa Mainframe

Algumas estradas levam até uma cidade.

Outras levam de volta para casa.

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Indo para Taubate pela Carvalho Pinto.


Para aqueles que curtem viajar... não existe prazer maior que entrar num túnel. Eu ainda sou da época em que a rapaziada buzinava só para fazer eco.

Este túnel moderno e longo na SP 70 torna a viagem mais divertida, pois permite visualizar coisas diferentes entrando no coração da montanha.



Pena que o audio ficou horrível, mas queria ter gravado o som dos motores no túnel e no fim foi apenas o vento.

sábado, 18 de junho de 2016

Uma volta pelo centro de Campos de Jordao

Bellacosa Mainframe passeando por Campos do Jordão

Um belo dia de inverno

Uma volta pelo centro de Campos de Jordao

Acompanhando os caminhos de ferro, eu observava a paisagem passar lentamente pela janela.

As casinhas típicas apareciam uma depois da outra, quase acompanhando os trilhos. Pelas ruas, havia um movimento anormal de turistas. Muitas motos cortavam o trânsito, surgindo entre carros, esquinas e pequenas multidões.

Era inverno.

Do lado de fora, a cidade parecia especialmente viva.

O roncar dos motores misturava-se a uma música disco que tocava no rádio. Uma combinação estranha, mas perfeita para aquele momento. Eu não tinha pressa. Apenas apreciava a paisagem urbana enquanto o carro avançava lentamente.

Ou tentava avançar.

O trânsito estava um verdadeiro fuá.

Carros por todos os lados, motos passando pelos espaços impossíveis, turistas atravessando, gente procurando onde estacionar, gente olhando mapas, gente simplesmente parada admirando aquilo que para os moradores provavelmente já fazia parte da rotina.

E nós seguíamos devagar.

Metro após metro.

O rádio tocando.

Os motores roncando.

Os trilhos aparecendo de vez em quando ao nosso lado.

E aquela paisagem de inverno passando lentamente pela janela.

Naquele momento, o congestionamento não parecia exatamente um problema.

Era parte da viagem.



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Um belo dia de inverno.


Acompanhando os caminhos de ferro e vendo a paisagem com as casinhas típicas, o movimento anormal de turistas, muitas motos pelas ruas.



Ouvindo o roncar dos motores e uma musica disco na radio e apreciando a paisagem urbana.

O carro lentamente avançando naquele fua de transito, confusao de turistas.

SP 123 Subindo a Serra

Estamos subindo a serra da Mantiqueira


Esta um dia muito frio, porem com sol e céu limpo, la fora o termómetro marca 11 graus... mas esta uma delicia, vcs nem imaginam como a estrada estava boa.



Com a aproximação da temporada de inverno, o asfalto estava todo bonitinho com remendos bens feitos e sem buracos... as áreas de potes e muretas estavam pintadas em branco.

E o tráfego esta constante com muitas mas muitas motos mesmo... o pessoal aproveitou para bater perna.

Este video mostra um pequeno percurso para matarem a curiosidade desta estrada tao bela.

BR 383 de Quiririm ate Campos do Jordao

Bellacosa Mainframe passando pela br 383

Um Café no Bellacosa Mainframe

🚗 BR-383 — De Quiririm até Campos do Jordão: uma janela para a estrada

Juliana no volante, Formiga no banco de trás, o Pretinho apontado para a Mantiqueira e este seu aqui fazendo aquilo que sabe fazer muito bem: olhar pela janela.

Mais uma vez estávamos nós três.

Eu, Juliana e Formiga.

E, naturalmente, havia um quarto integrante nessa pequena expedição familiar: o famoso Pretinho, nosso New Fiesta, novamente cumprindo sua missão de nos carregar para algum lugar onde pudéssemos simplesmente passear, descobrir coisas e nos divertir.

O destino daquela vez era Campos do Jordão.

Mas quem acompanha nossas aventuras sabe que, muitas vezes, o destino é apenas uma desculpa.

A verdadeira viagem acontece no caminho.



🛣️ Saindo da SP-123

Em determinado momento da viagem, deixamos o trecho da SP-123 e seguimos pela região da BR-383, avançando pelo município de Taubaté antes de começar efetivamente a ganhar a Serra da Mantiqueira.

Ao redor aparecem nomes conhecidos da zona rural e dos arredores de Taubaté:

Quiririm, Tataúba, Pinheirinho...

Pequenos bairros, propriedades, estradas vicinais e pedaços daquele interior paulista que normalmente vemos apenas durante alguns segundos pela janela.

Para muita gente aquilo é simplesmente:

"o caminho para Campos do Jordão."

Para mim, não.

Eu gosto de olhar.



🌾 Antes da serra existe o campo

Campos do Jordão normalmente rouba toda a atenção.

Quando alguém anuncia que está indo para lá, imediatamente pensamos em montanhas, araucárias, frio, chocolate quente, restaurantes, casacos e naquela arquitetura turística tão característica da cidade.

Mas existe uma transformação muito interessante antes de chegar lá.

A paisagem vai mudando.

O terreno ainda relativamente aberto começa a apresentar as montanhas no horizonte.

As pequenas elevações tornam-se maiores.

A estrada começa a serpentear.

E aquela enorme parede natural da Serra da Mantiqueira parece aproximar-se lentamente do carro.

É quase como se a natureza estivesse avisando:

"Daqui para frente, começamos a subir."



👀 Uma pequena terapia para quem vive diante de monitores

Talvez por trabalhar tanto tempo diante de computadores eu tenha desenvolvido uma relação especial com essas paisagens.

Passamos horas olhando para monitores.

Código.

Planilhas.

Documentação.

Terminais.

Janelas.

Mensagens.

Mais janelas.

Mais código.

Mais telas.

Depois de algumas horas, nosso universo inteiro parece ter sido reduzido a algumas dezenas de polegadas.

Então você entra num carro, pega uma estrada e olha pela janela.

De repente, a resolução é infinita.

Não existe pixel.

Não existe refresh rate.

Não existe placa de vídeo.

Existe simplesmente o mundo.

🌿 O verde dos campos.

☁️ As nuvens atravessando lentamente o céu.

🌤️ O azul acima da estrada.

🌳 As árvores.

⛰️ As montanhas aparecendo no horizonte.

E aquela estrada estreita seguindo em direção à serra.

É curioso pensar que nossos olhos foram construídos para enxergar tudo isso e nós os condenamos durante boa parte do dia a olhar para um retângulo luminoso a menos de um metro de distância.


🌬️ E existe uma coisa que o vídeo não consegue gravar

O ar.

Essa é uma das limitações de qualquer registro audiovisual.

Eu consigo guardar a imagem.

Consigo registrar a estrada.

Consigo capturar um pouco do movimento.

Talvez consiga preservar os sons.

Mas ainda não inventaram um botão no YouTube que permita apertar:

[ REPRODUZIR CHEIRO DO CAMPO ]

😄

Porque parte daquela experiência estava justamente ali.

Abrir um pouco a janela e aspirar aquele delicioso ar do interior.

O cheiro da vegetação.

Da terra.

Do campo.

A mudança de temperatura conforme nos aproximávamos da serra.

São informações que a câmera simplesmente não consegue armazenar.

Por enquanto.


🚗 Um vídeo sem compromisso

E talvez seja justamente isso que eu mais goste desse pequeno vídeo.

Ele não pretende ensinar nada.

Não é documentário.

Não é guia turístico.

Não é avaliação da estrada.

Não é review do carro.

Não existe roteiro.

Não existe apresentador gritando para segurar audiência.

É simplesmente a estrada.

Um pequeno fragmento de tempo capturado durante uma viagem familiar.

Eu, Juliana e Formiga seguindo tranquilamente rumo a Campos do Jordão.

O Pretinho avançando pela estrada.

A Serra da Mantiqueira crescendo diante de nós.

E a câmera registrando aquilo que meus olhos estavam vendo.

Só isso.

E isso já era suficiente.


🏃 O mundo está sempre com pressa

Talvez seja uma das coisas que mais percebo quando viajo.

As pessoas estão sempre tentando chegar.

Chegar ao hotel.

Chegar ao restaurante.

Chegar ao parque.

Chegar à atração turística.

Chegar ao próximo compromisso.

Chegar, chegar, chegar.

E nessa obsessão pelo destino, deixam passar justamente aquilo que existe entre dois pontos.

O caminho.

Uma árvore diferente.

Uma montanha.

Uma pequena cidade.

Uma placa com um nome curioso.

Uma propriedade rural.

Um riacho.

Uma igreja perdida no meio do campo.

Uma nuvem enorme.

Uma estrada bonita.

Nada disso estava no roteiro.

Portanto, para muita gente, aparentemente não merece atenção.

Mas este seu aqui sempre teve um pequeno problema:

eu olho.

😂


📹 Então eu aperto REC

Talvez alguém que estivesse conosco perguntasse:

— Mas você está filmando o quê?

E a resposta seria extremamente simples:

A estrada.

— Mas está acontecendo alguma coisa?

Sim.

Estamos viajando.

Estamos vendo o campo.

Estamos juntos.

Estamos indo para algum lugar.

Estamos vivos.

Precisaria acontecer mais alguma coisa?

A câmera não precisa estar ligada somente quando existe uma cachoeira monumental, um acidente, uma festa ou uma atração turística famosa diante dela.

Às vezes vale a pena registrar justamente o ordinário.

Porque existe uma enorme possibilidade de que aquilo que hoje parece ordinário seja justamente o que amanhã despertará nossa memória.


❄️ Sempre imaginei alguém assistindo isso no inverno

Existe ainda outra razão pela qual gosto de deixar esses pequenos vídeos disponíveis.

Às vezes imagino uma pessoa muitos quilômetros distante dali.

Talvez durante um inverno rigoroso.

Presa dentro de casa.

Lá fora está frio.

Talvez esteja chovendo.

Talvez nevando.

O céu está cinza.

As árvores perderam as folhas.

A pessoa abre o computador, entra no YouTube e, por algum daqueles mistérios dos algoritmos, encontra um pequeno vídeo perdido:

BR-383 — de Quiririm até Campos do Jordão.

Clica.

E durante alguns minutos aparece diante dela uma estrada brasileira.

🌿 Campos verdes.

☀️ Sol.

☁️ Nuvens brancas.

🌳 Vegetação.

🚗 Uma estrada seguindo tranquilamente pelo interior de São Paulo.

Talvez essa pessoa nunca tenha ouvido falar de Quiririm.

Talvez não saiba onde fica Taubaté.

Muito menos Pinheirinho ou Tataúba.

Talvez nunca tenha visitado Campos do Jordão.

Não importa.

Durante alguns minutos, aquela tela torna-se uma janela.


🪟 Uma janela para junho de 2016

E existe algo ainda mais curioso nisso tudo.

Hoje posso assistir novamente ao vídeo.

Mas não estou simplesmente vendo uma estrada.

Estou olhando através de uma janela temporal.

Do outro lado dela estão:

Juliana.

Formiga.

Eu.

O Pretinho.

Uma estrada.

Um céu azul.

Um determinado conjunto de nuvens que existiu apenas naquele instante.

Um campo iluminado pelo Sol exatamente daquela maneira.

Nenhuma dessas coisas poderá ser reproduzida exatamente igual.

Podemos voltar à mesma estrada.

Podemos passar novamente por Quiririm.

Podemos seguir outra vez para Campos do Jordão.

Mas aquele momento específico aconteceu uma única vez.

E uma câmera estava ligada.


💾 Talvez seja por isso que continuo guardando essas coisas

Quem trabalha com computadores aprende cedo uma regra fundamental:

aquilo que não foi salvo pode desaparecer.

Talvez eu tenha transportado essa filosofia para a vida.

😂

Um vídeo aqui.

Uma fotografia ali.

Um texto no blog.

Uma lembrança.

Um comentário.

Uma pequena história aparentemente sem importância.

São pequenos backups da existência.

Não guardamos apenas grandes acontecimentos.

Guardamos também uma tarde comum.

Uma viagem de carro.

Uma estrada.

Um campo.

Uma criança no banco traseiro.

Uma conversa qualquer.

Porque ninguém sabe qual dessas pequenas coisas será preciosa daqui a dez, vinte ou trinta anos.


☕ Easter egg Bellacosa Mainframe

Se você chegou até aqui esperando encontrar COBOL numa viagem para Campos do Jordão, sinto informar:

encontrou.

       IDENTIFICATION DIVISION.
       PROGRAM-ID. ESTRADA.

       PROCEDURE DIVISION.
           PERFORM UNTIL FIM-DA-VIAGEM
               OBSERVE O-CAMINHO
               RESPIRE O-AR-DO-CAMPO
               GUARDE A-MEMORIA
               ENJOY THE RIDE
           END-PERFORM.

O programa continua executando.

E espero sinceramente que o FIM-DA-VIAGEM ainda esteja muito longe.


🌄 O destino era Campos do Jordão. A lembrança ficou no caminho.

Campos do Jordão nos esperava mais adiante.

Ainda havia serra para subir.

Curvas.

Montanhas.

Passeios.

Comida.

Diversão.

E provavelmente muitas outras pequenas histórias.

Mas este vídeo ficou dedicado àquilo que quase sempre é esquecido:

o trecho entre a partida e a chegada.

Porque viajar não significa simplesmente sair do ponto A e chegar ao ponto B.

Existe todo um mundo entre eles.

Naquele dia, esse mundo tinha campos verdes, céu azul, nuvens brancas, bairros rurais de Taubaté e a Serra da Mantiqueira surgindo lentamente diante do para-brisa.

Enquanto muita gente passava por ali preocupada apenas em chegar logo a Campos do Jordão, este seu aqui estava olhando pela janela.

E resolveu apertar REC.

Talvez justamente para que, muitos anos depois, alguém pudesse apertar PLAY.

Bellacosa Mainframe — porque memória também merece backup.

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Estrada coringa SP123 ou BR383


Um pouco confusa a nomenclatura das estradas... mas esta estradinha é federal então tem prefixo BR, mas também estadual e então ja viu SP tbm...



Aqui neste trecho estamos numa região mais plana, podemos ver os montes e colinas, porem não temos grandes aclives, apenas estrada sinuosa e estreita, bem típica dos anos 50.

Gostoso para curtir um final de semana a grande, boa viagem, boa companhia e bom tempo. Tripice qualidades e o pretinho como sempre se dando bem na estrada.

O portal de acesso para Campos do Jordão

Bellacosa Mainframe e o portal de Campos do Jordao

O imponente portal de acesso para Campos do Jordão 

Saudando os viajantes com sua beleza

Chegar a Campos do Jordão sempre foi uma experiência especial.

Depois de vencer a serra, enfrentar suas curvas e observar a paisagem mudar pouco a pouco, surge finalmente o famoso portal da cidade. É quase como se Campos do Jordão tivesse uma porta de verdade. Uma fronteira simbólica entre a estrada que ficou para trás e aquele pequeno universo escondido entre as montanhas da Mantiqueira.

E toda vez que passo por ali alguma coisa volta comigo.

Minhas primeiras lembranças de Campos do Jordão remontam a 1986, quando ainda era criança e visitei a cidade pela primeira vez. Naquela época tudo parecia enorme, diferente e distante. O frio, as montanhas, as construções, os pinheiros e aquele ar de lugar completamente diferente das cidades que conhecia no interior paulista.

Depois vieram outras viagens.

E outras.

Campos do Jordão acabou atravessando diferentes capítulos da minha própria história.

Em 2004, voltei com Carmen. Mesmo acostumada às paisagens e cidades europeias, ela ficou encantada com aquele pedaço da Serra da Mantiqueira. Anos depois, retornaria outras vezes com Juliana, criando novas lembranças sobre os mesmos caminhos.

Talvez seja justamente esse o encanto de Campos do Jordão.

A cidade muda, nós mudamos, as pessoas que viajam conosco mudam — mas o ritual da chegada permanece.

Subir a serra. Sentir a temperatura cair. Observar a vegetação mudar. Vencer a última sequência de curvas.

E então encontrar o portal.

Bem-vindo a Campos do Jordão.

Para mim, porém, ele poderia dizer algo diferente:

Bem-vindo de volta.

Porque Campos do Jordão acabou se tornando também aquele destino de fim de semana para dois. Um lugar para caminhar sem muita pressa, procurar um restaurante aconchegante, pedir uma garrafa de vinho e terminar a noite diante de uma panela fumegante de fondue, enquanto o frio toma conta das ruas do lado de fora.

Existe inevitavelmente algo de romântico nisso.

Talvez por isso eu tenha retornado tantas vezes.

Desde aquele garoto de 1986, passando pelo jovem adulto e pelas viagens de 2004, até tantas outras visitas posteriores, o portal continuou lá, recebendo cada nova versão de mim.

É curioso pensar que certos lugares funcionam como pontos fixos enquanto nossa vida corre.

Fotografamos novamente a mesma montanha. Passamos pela mesma avenida. Reconhecemos uma construção. Procuramos aquele restaurante de que lembrávamos. E inevitavelmente pensamos:

“Eu já estive aqui.”



Mas nunca estamos realmente no mesmo lugar.

Porque carregamos conosco tudo aquilo que aconteceu desde a última visita.

Talvez seja essa a verdadeira magia daquele portal.

Ele não marca apenas a entrada de Campos do Jordão.

Para quem retorna durante décadas, ele também marca a entrada para as próprias memórias.

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Entrando na bela cidade de Campos do Jordão.


De uma cidade perdida no alto da Serra, cheia de hospitais para tuberculosos, para uma cidade cheia de encanto e charme.



Destino de endinheirados para curtir o frio da serra, paisagens europeias no estado de São Paulo, muito requinte e sofisticação nos diversos points existentes aqui.

Este inverno começou bem muito frio com tempo bom, céu azul ideal para passeios pela cidade.
Vagner Renato Bellacosa, IBM Champion e especialista em IBM Mainframe
IBM Z17 SYSTEM ONLINE
Sobre o autor

Vagner Renato Bellacosa

IBM Champion 2026 • Especialista em IBM Mainframe

Vagner Renato Bellacosa trabalha com IBM Mainframe desde 1988 , é IBM Champion e especialista em COBOL, CICS, Db2, z/OS e IBM Z. Compartilha experiências profissionais, conhecimento técnico, história da computação e práticas do universo mainframe para aproximar novas gerações das tecnologias que sustentam empresas, bancos e governos ao redor do mundo.

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