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domingo, 27 de março de 2016

A arara e a bagunça no restaurante

Bellacosa Mainframe e a arara e a bagunça no restaurante

A arara e a bagunça no restaurante

Arara maluquinha e a bagunça no restaurante.


No domingo de pascoa juntamos a família e fomos almoçar no Costelao.



Explorando o local encontramos diversas aves soltas. Curtindo esta liberdade as margens do rio Atibaia, aproveitei para brincar com a arara.

Para ir mais longe







Formiguinha cowboy no Costelao

Bellacosa Mainframe e o formiguinha no touro mecanico no costelao de valinhos

As aventuras do Formiguinha

Formiguinha cowboy no Costelao


Esse formiguinha curte uma emoção forte, montou no touro e achou a maior graça ate o primeiro tombo.



Depois nao quiz mais brincar e eu que fui ser o cowboy da vez.



O Rio Atibaia em Campinas visto do restaurante

Apreciando o rio Atibaia.


Após a loucura que foi as enchentes do Rio Atibaia na rodovia Dom Pedro I, estamos aqui as suas margens apreciando o rio descendo calmamente.



Estamos num restaurante a beira da estrada, que foi muito bem pensando, que alem de uma boa refeição tem todo um espaço lúdico.

Jardins, parquinho, deque, aves exóticas e é claro musica ao vivo, ao fundo ouvimos a apresentação do cantor, eu é o formiga aproveitamos para explorar todo o espaço.

Inclusive ficamos aqui vendo o rio e conversando aproveitando ao máximo a bela paisagem, mantendo algumas árvores nativas e bastante verde, nem parece que estamos as margens de uma das mais movimentadas estradas do estado.

sábado, 26 de março de 2016

Uma tempestade sob Sorocaba em 26/03/2016

Bellacosa Mainframe e a tempestade no final de tarde em Sorocaba

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⛈️ Uma Tempestade sobre Sorocaba

Quando uma visita tranquila em família virou cenário para uma daquelas tempestades que parecem anunciar o fim do mundo

Existem viagens que ficam na memória por causa do destino. Outras, por causa de alguma grande aventura planejada.

E existem aquelas que simplesmente acontecem.



Naquela época, Juliana adorava dirigir e vez ou outra pegávamos a estrada sem precisar de grandes justificativas. Sorocaba era um desses destinos. Algumas vezes ficávamos na casa de sua irmã Daniela e do marido, Pedrinho.

Eram momentos simples e muito divertidos.

Piscina, conversa, comida, família e, é claro, uma missão praticamente obrigatória quando estávamos em Sorocaba: comer a famosa Coxinha Real.

Nada de roteiro turístico elaborado.

Era simplesmente viver.



Naquele final de março de 2016 estávamos novamente por lá. O verão terminava e, junto dele, aproximava-se também o fim da estação das grandes chuvas.

Então o céu mudou.

E mudou rápido.

O vento começou a soprar com uma força impressionante.

Uivava.

As árvores balançavam e gemiam sob as rajadas. O céu escureceu e os primeiros relâmpagos começaram a transformar aquela tarde em um gigantesco espetáculo de luz e som.

Clarões.

Estrondos.

Mais clarões.

E então veio a água.

Não aquela chuva tranquila de verão que convida a ficar olhando pela janela.

Era uma pancada brutal.

Durante aproximadamente trinta minutos, Sorocaba parecia estar debaixo de uma daquelas tempestades cinematográficas em que você olha pela janela e pensa:

— WTF... agora chegou o Apocalipse Final.

A chuva despencava, os trovões faziam a casa estremecer e os relâmpagos assustavam as crianças.

Por alguns minutos, a diversão deu lugar à preocupação.

Quando você conhece a capacidade que uma tempestade tropical tem de transformar ruas em rios em poucos minutos, a brincadeira acaba rapidamente. O medo de uma nova inundação estava presente.

Felizmente, da mesma maneira repentina como chegou, a tempestade começou a perder força.

Foram cerca de 30 minutos.

Meia hora.

Pouquíssimo tempo no relógio.

Mas tempo suficiente para transformar uma visita comum à família em uma memória que sobreviveria por uma década.

Hoje, olhando novamente para esse pequeno registro publicado originalmente em 26 de março de 2016, percebo que ele não era apenas sobre uma tempestade.

Era também sobre aquela época.

Sobre pegar a estrada com Juliana.

Sobre chegar a Sorocaba.

Sobre Daniela e Pedrinho.

Sobre ficar na piscina.

Sobre comer coxinha.

Sobre conversar sem olhar para o relógio.

E sobre estar reunido em família quando, inesperadamente, o céu resolveu mostrar quem realmente mandava naquela tarde.

Talvez seja justamente por isso que gosto tanto desses pequenos registros.

Não fotografamos apenas grandes acontecimentos.

Às vezes registramos uma piscina, uma estrada, uma refeição ou uma tempestade.

Naquele momento parecem coisas aleatórias.

Dez anos depois percebemos que eram pequenos fragmentos de uma vida inteira.

E naquela tarde em Sorocaba, durante trinta minutos, tivemos camarote para assistir ao céu apresentar seu próprio espetáculo.

A última grande chuva daquele março.

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A ultima grande chuva de março.


Estamos em Sorocaba no dia 24/03/2016 e estamos perante a ultima grande chuva da estação de chuvas de 2016.



Sorocaba foi assolada por um vendaval e forte pancada de chuva, o vento uivava, as árvores gemiam, a chuva caia forte e os relâmpagos assustavam as crianças.

Foram 30 minutos de pancada que serviram para deixar todos em alerta, assustados temendo uma nova inundação.



sexta-feira, 25 de março de 2016

Uma libélula na janela

Bellacosa Mainframe e a libelula na janela

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🪷 Uma Libélula na Janela — Duas Crianças Separadas por Décadas

Às vezes basta uma vidraça, uma libélula e duas crianças curiosas — mesmo que uma delas já tenha crescido há algumas décadas.

Era março de 2016.

Estávamos em Sorocaba, na casa da Daniela e de seu marido, Pedro. Daniela, irmã da Juliana e tia do João, tinha uma característica que sempre achei muito especial: quando podia, inventava algum motivo para reunir a família.

E nem precisava existir motivo.

Não era aniversário.

Não era Natal.

Não era casamento.

Não havia solenidade, discurso ou obrigação.

Era simplesmente:

— Vamos nos encontrar?

E pronto.

Família reunida, comida na mesa, conversa, risadas e algumas horas juntos.

Talvez sejam justamente esses encontros aparentemente sem importância que, muitos anos depois, descobrimos terem sido alguns dos mais importantes.



🍽️ Bacalhau, vinho e sofá

Naquele dia tivemos um delicioso bacalhau.

Comemos, conversamos, rimos bastante e fizemos aquilo que normalmente acontece depois de uma boa refeição familiar: começamos lentamente a escorregar pelo sofá.

Aquela deliciosa preguiça pós-almoço.

Barriga cheia.

Conversa ficando mais lenta.

Corpo procurando a posição perfeita entre sentado e deitado.

Nenhuma aventura parecia programada para aquela tarde.

Até aparecer o Formiga.

João, nosso querido Formiga, tinha encontrado alguma coisa.

Na enorme vidraça que fazia parte da sala havia pousado um inseto diferente.

Ele não sabia exatamente o que era.

E havia aquela mistura maravilhosa que as crianças possuem diante do desconhecido:

receio e curiosidade.

Primeiro olhou de longe.

Depois resolveu chamar alguém para investigar.

E lá fui eu.



🔍 Tio, vem ver isso aqui...

Aproximamo-nos da vidraça.

Olhei para o inseto.

Uma libélula.

Para o Formiga aquilo era novidade.

Para mim, porém, aquela pequena criatura imediatamente abriu uma gaveta que estava fechada havia décadas.

De repente eu não estava apenas naquela sala em Sorocaba.

Uma parte de mim havia voltado para Quiririm.

E o Vagner adulto encontrou novamente o Vaguinho.


🌾 As libélulas da minha infância

Na minha infância em Quiririm, libélulas não eram exatamente uma raridade.

A paisagem ajudava.

Havia plantações de arroz, áreas alagadas, pântanos, riachos e muita água. Era justamente o tipo de ambiente onde esses insetos apareciam com frequência.

Para nós, crianças, faziam parte daquele pequeno universo.

E uma de nossas brincadeiras era tentar capturá-las.

Não existia Google.

Não havia celular.

Não existia aplicativo identificando espécies pela câmera.

A descoberta começava olhando.

Chegando perto.

Observando.

Tentando entender.

Às vezes tentando pegar.

A natureza era simultaneamente nosso playground, laboratório e Discovery Channel.

Enquanto olhava aquela libélula na vidraça de Sorocaba, comecei a contar essas histórias para o Formiga.

E aconteceu algo curioso.

Durante alguns minutos, desapareceram as décadas que nos separavam.

Não havia mais exatamente um adulto ensinando uma criança.

Havia duas crianças investigando uma libélula.

Uma delas apenas estava algumas décadas atrasada no calendário.

📹 Vamos filmar!

Foi quando tive a ideia de pegar a filmadora.

Se havia aprendido alguma coisa ao longo da vida era que momentos aparentemente banais desaparecem depressa demais.

Na época escrevi uma frase no blog:

“Toda oportunidade é única.”

E aquela era uma delas.

Não porque estivesse acontecendo alguma coisa extraordinária.

Justamente pelo contrário.

Era uma tarde absolutamente comum.

Uma família reunida.

Um bacalhau já devidamente devorado.

Adultos espalhados pelos sofás.

Uma criança.

Uma vidraça.

E uma libélula.

Mas a vida é construída principalmente desses momentos.

Então comecei a filmar.

🪷 Um pequeno laboratório na vidraça

Agora tínhamos um espécime para observar.

Começamos a reparar em tudo.

As asas.

O formato do corpo.

Os enormes olhos.

As pernas.

A maneira como permanecia parada.

Depois o voo.

A mudança repentina de direção.

A forma como tentava compreender aquele estranho obstáculo transparente chamado vidro.

Para qualquer outro adulto passando pela sala, provavelmente seria apenas:

— Ah, uma libélula.

Para o Vaguinho e seu parça Formiga, entretanto, aquilo havia se transformado num excelente exemplar para estudo comportamental.

Observávamos.

Comentávamos.

Criávamos hipóteses.

Comparávamos movimentos.

Tentávamos descobrir o que ela faria em seguida.

Era ciência?

Formalmente, claro que não.

Mas ali estava talvez uma das raízes mais importantes da ciência:

a curiosidade.

Antes de existir laboratório, existe uma pergunta.

Antes da resposta, alguém precisa olhar para alguma coisa e pensar:

“Que negócio é esse?”

👦 Vaguinho encontra Formiga

Talvez seja essa a parte da história de que mais gosto hoje.

A libélula conectou duas épocas.

De um lado estava o Formiga, conhecendo aquele inseto.

Do outro estava eu, recordando as libélulas que havia observado quando criança em Quiririm.

O menino diante daquela vidraça em 2016 estava descobrindo.

O menino que eu havia sido décadas antes estava lembrando.

E o adulto no meio dos dois estava tentando preservar aquele encontro.

É engraçado como nossa idade biológica às vezes perde completamente a importância.

Coloque diante de mim uma locomotiva, um aquário, uma máquina antiga, um computador, um inseto estranho ou qualquer mecanismo interessante e existe uma boa possibilidade de o Vagner desaparecer durante alguns minutos.

Quem assume é o Vaguinho.

— Como funciona?

— Por que faz isso?

— Olha aquilo!

— Você viu?

Talvez envelhecer bem tenha alguma relação com conseguir manter essa criança funcionando em algum endereço escondido da memória.

🧠 Curiosidade não deveria ter prazo de validade

Existe uma coisa fantástica nas crianças: elas ainda não aprenderam quais coisas “não são importantes”.

Uma libélula pode ser um acontecimento.

Uma pedra diferente pode parar uma caminhada.

Um besouro pode render quinze minutos de investigação.

Uma locomotiva pode consumir uma tarde inteira.

Adultos tornam-se eficientes demais.

Olham e classificam:

Inseto.

Pronto.

Resolvido.

A criança pergunta:

Que inseto?

Por que essas asas são assim?

Como ele voa?

Onde vive?

Ele morde?

O que come?

Por que veio parar aqui?

E cada resposta produz outras cinco perguntas.

Naquela tarde, resolvi participar do jogo.

🕰️ Dez anos depois...

E aqui está talvez a parte mais interessante de ter registrado tudo.

Em 2016 aquilo parecia apenas um pequeno vídeo.

Uma postagem minúscula no blog.

Um daqueles registros que fazemos quase sem pensar.

Mas os anos passam.

As crianças crescem.

As casas mudam.

As famílias mudam.

As rotinas mudam.

Nós mudamos.

E aquele pequeno arquivo permanece congelado no tempo.

Daniela criando mais um daqueles encontros familiares sem grandes objetivos.

Pedro em sua casa.

Juliana.

João ainda pequeno.

O bacalhau.

As risadas.

O sofá.

A enorme vidraça.

E uma libélula que provavelmente jamais imaginou que acabaria registrada na internet e lembrada uma década depois.

Talvez seja justamente por isso que sempre gostei de fotografar, filmar e escrever.

No momento do registro nunca sabemos realmente o valor futuro de uma memória presente.

🪷 Comunicado oficial da Sociedade Protetora das Libélulas

Antes que algum defensor dos direitos dos insetos abra uma investigação contra o Vaguinho e o Formiga, deixo registrada uma informação fundamental:

nenhuma libélula foi ferida durante a produção desta história.

O espécime foi observado, analisado, admirado e posteriormente liberado para continuar normalmente sua existência.

Ao final da experiência, cada espécie seguiu sua vida.

Os Homo sapiens ficaram com uma história para contar.

E a libélula provavelmente saiu voando enquanto pensava:

“Mas o que raios queriam aqueles dois?”

Nunca saberemos.

☕ O verdadeiro tesouro daquela tarde

Revendo essa pequena história tantos anos depois, percebo que a protagonista talvez nem fosse realmente a libélula.

Era a curiosidade compartilhada.

Eu poderia simplesmente ter dito:

— É uma libélula, Formiga.

E voltado para o sofá.

Assunto encerrado em três segundos.

Mas fomos olhar.

Depois fomos observar.

Depois veio uma história da minha infância.

Depois apareceu a filmadora.

Depois nasceu uma memória.

E dez anos mais tarde aquela memória ainda existe.

Talvez educar uma criança não seja apenas entregar respostas.

Às vezes é simplesmente aceitar o convite quando ela aparece dizendo:

— Vem ver uma coisa!

Levantar do sofá.

Ir até a janela.

Olhar junto.

E demonstrar que o mundo continua sendo um lugar suficientemente interessante para merecer nossa atenção.

Naquela tarde, uma libélula pousou numa vidraça em Sorocaba.

Para a maioria das pessoas seria apenas um inseto.

Para duas crianças curiosas separadas por algumas décadas, porém, havia acabado de chegar uma pequena aula de biologia, comportamento, memória e vida.

O Formiga ganhou uma história sobre o Vaguinho de Quiririm.

O Vaguinho ganhou alguns minutos para voltar à infância.

Eu ganhei uma lembrança.

E a libélula?

Bem...

Ela conseguiu escapar daqueles dois estranhos pesquisadores e provavelmente viveu o restante de sua vida sem jamais compreender como uma simples parada numa janela havia provocado tamanha comoção.

Toda oportunidade é única.

Ainda bem que naquele dia resolvi levantar do sofá.

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Toda a oportunidade é única.


Após um fabuloso bacalhau regado há um bom vinho branco do Minho. Estou sentando no sofá curtindo aquela preguiça das boas.



Quando o formiga em pânico vem correndo em minha Direcção com medo de uma libélula. Dizendo que a professora disse que ela era perigosa.

Levanto pego a filmadora e aqui estou eu, filmando uma aleluinha a tarde. Ela era pequenina e a vidraça deixou ela muito atrapalhada, tentando fugir mas mesmo assim presa em casa.

O registro esta aqui.

quinta-feira, 24 de março de 2016

Sao Paulo e o transito na marginal Pinheiros na quinta-feira santa

Quinta-feira santa... retorno a casa.


Transito infernal na marginal Pinheiros, tudo enrolado todo mundo querendo sair de Sampa.

Para e arranca, apesar de tudo ainda estamos bem, dentro em pouco o caos sera instalado. Marginal Tiete começa a parar, a Pinheiro flui com lentidão.



O Fretado chegou e cá estou filmando a janelinha... fazendo este pequeno apanhado do caos reinante em Sampa. Quando será que esta cidade terá jeito?

Por que o metro não constrói mais linhas? Porque o trem não liga as cidades satélites? Por que depender tanto de automóveis e ónibus. Poluição, gastos de combustíveis fosseis, ineficiência, estradas e ruas precárias.

Multas e mais multas, o grande irmão aqui esta para te pegar e fotografar seu veiculo. Nao tem como escapar.

domingo, 20 de março de 2016

Outro viveiro de aves

Bellacosa Mainframe e a costela na brasa e um viveiro a beira da estrada

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🦜 O Viveiro à Beira da Dom Pedro — Um Domingo com Gosto de Roça

Costela na brasa, sertanejo raiz, Formiguinha explorando cada canto e a beleza contraditória de pássaros que eu preferia ver voando livres

Era um domingo de 2016.

Eu, Juliana e o pequeno Formiga estávamos em um restaurante às margens da Rodovia Dom Pedro I. Na postagem original escrevi Campinas, mas, revendo minhas memórias tantos anos depois, faço a correção: estávamos em Valinhos.

E o lugar combinava perfeitamente com um domingo sem pressa.

Era daqueles restaurantes rústicos, com jeito de roça, onde a experiência começava antes mesmo de a comida chegar à mesa. Madeira, ambiente simples, natureza ao redor e, completando o cenário, sertanejo raiz.

Mas sertanejo raiz mesmo.

Nada daquela parafernália eletrônica moderna. Era música que parecia pertencer ao próprio ambiente, dessas que você imagina sendo tocadas num rancho enquanto uma viola acompanha uma conversa comprida.

E havia a costela.

Costela na brasa.

Daquelas que transformam o almoço no evento principal do domingo.

Depois de comer muito bem, fizemos aquilo que tantas vezes aparece nas minhas antigas fotografias e vídeos: fomos explorar.

Com uma criança curiosa ao lado, dificilmente um passeio terminava na mesa do restaurante.

E encontramos o viveiro.

Era realmente muito bonito.



Havia patos, marrecos, calopsitas, agapórnis, periquitos e outras aves, formando aquela algazarra característica de dezenas de pequenos habitantes dividindo o mesmo espaço.

Para o Formiga aquilo era uma descoberta.

Para mim, porém, havia dois sentimentos acontecendo ao mesmo tempo.

Eu adorava observar aquelas aves. As cores, os sons, os movimentos, as pequenas interações entre elas.

Mas também sentia certa tristeza.

Porque estavam presas.

Sempre houve alguma coisa nessa ideia que mexeu comigo. Talvez porque eu goste demais da liberdade. Gosto de olhar para uma ave e imaginar que ela pode simplesmente abrir as asas e ir embora.

Voar para uma árvore.

Depois para outra.

Escolher onde pousar.

Desaparecer no horizonte se quiser.

Ser dona do próprio caminho.

Por isso um viveiro pode ser belíssimo e, simultaneamente, despertar em mim uma pequena melancolia.

Algumas daquelas aves também acionavam outra máquina poderosíssima: a memória.

Já tive agapórnis e calopsitas em outros momentos da minha vida. Assim, olhar para aqueles pequenos pássaros em 2016 também significava reencontrar silenciosamente outros tempos, outros lugares e outros personagens da minha própria história.

Ali perto havia ainda um lago.

Carpas nadavam tranquilamente, acompanhadas por bagres e outros peixes. Água, aves, vegetação e o restaurante rústico criavam uma paisagem quase idílica.

E provavelmente era exatamente disso que precisávamos naquele domingo.

Nada extraordinário aconteceu.

Nenhuma grande viagem.

Nenhum monumento famoso.

Nenhum acontecimento capaz de entrar para os livros de História.

É justamente por isso que gosto tanto desses pequenos registros.

Porque a vida também acontece assim.

Uma costela na brasa.

Uma viola tocando ao fundo.

Juliana fazendo companhia.

Formiguinha descobrindo um viveiro.

Patos andando de um lado para outro.

Carpas desaparecendo sob a água.

E eu observando aquelas pequenas aves coloridas enquanto pensava que seriam ainda mais bonitas se pudessem simplesmente abrir as asas e escolher para onde voar.

Hoje, dez anos depois, aquele pequeno vídeo ganha outro significado.

Ele não registra apenas um viveiro de aves em um restaurante de Valinhos.

Registra um domingo feliz.

Uma boa companhia.

Um almoço delicioso com gosto de comida da roça.

Uma criança explorando o mundo.

E algumas horas de uma vida que naquele momento pareciam absolutamente comuns.

Talvez essa seja uma das coisas mais curiosas da memória.

No instante em que estamos vivendo, pensamos:

"É apenas um domingo."

Dez anos depois, abrimos uma fotografia, assistimos novamente a alguns segundos de vídeo e descobrimos:

não era apenas um domingo.

Era a nossa vida acontecendo.

E, felizmente, alguém resolveu apertar o botão de gravar.

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Outro viveiro de aves


Realmente este restaurante é uma caixinha de surpresas, encontramos outro viveiro, agora povoado de Agapornes, periquitos, papagaios, patos e no laguinho logo abaixo peixes.



O Formiguinha deu um grito de satisfação quando viu tamanha algazarra dentro do viveiro, realmente é uma diversão sem fim, ver a bagunça que nossos amigos empenados fazem.

Um pouco triste ver tão alegres aves presas em um viveiro, mas é agradável ao olhar ver tantas espécies juntas.
Vagner Renato Bellacosa, IBM Champion e especialista em IBM Mainframe
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Sobre o autor

Vagner Renato Bellacosa

IBM Champion 2026 • Especialista em IBM Mainframe

Vagner Renato Bellacosa trabalha com IBM Mainframe desde 1988 , é IBM Champion e especialista em COBOL, CICS, Db2, z/OS e IBM Z. Compartilha experiências profissionais, conhecimento técnico, história da computação e práticas do universo mainframe para aproximar novas gerações das tecnologias que sustentam empresas, bancos e governos ao redor do mundo.

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